quarta-feira, 12 de maio de 2010

Frontal

ALPRAZOLAM

Ações terapêuticas.

Ansiolítico.

Propriedades.

O alprazolam, tal qual outras benzodiazepinas, é um potencializador das ações do ácido gama-aminobutírico (GABA). A absorção oral é quase completa, o pico plasmático foi observado entre a primeira e a segunda hora; a meia-vida plasmática de eliminação é de 12 a 15 horas. As doses repetidas podem acumular-se. O alprazolam é biotransformado no fígado em metabólitos inativos que são excretados na urina.

Indicações.

Ansiedade moderada a grave. Ansiedade associada com depressão.

Posologia.

A dose ótima deve ser individualizada para cada paciente, usando-se a menor dose que controle os sintomas. Dose em adultos: 0,25 a 0,5mg, 3 vezes ao dia, até um máximo de 3mg/dia; em idosos ou pacientes desnutridos: 0,25mg, 2 a 3 vezes ao dia. Não deve ser utilizado em tratamentos prolongados com mais de 4 semanas de duração, a não ser que haja uma indicação médica específica. As doses devem ser aumentadas e diminuídas de forma gradual. Para minimizar os riscos de dependência, devem ser considerados tratamentos intermitentes.

Reações adversas.

Sonolência. Sedação. Visão turva. Instabilidade. Ataxia. Diminuição do estado de alerta e da performance. Confusão. Amnésia (especialmente em idosos), reações paradoxais com agressividade e excitação. Hipotensão, distúrbios gastrintestinais, erupção cutânea, retenção urinária, cefaléias, vertigem, alterações na libido, discrasias sangüíneas e icterícia. A síndrome de abstinência e a dependência foram relatadas com doses elevadas e durante tratamentos prolongados; a suspensão brusca após doses elevadas pode produzir confusão, psicose tóxica e convulsões. A suspensão brusca após um tratamento com doses terapêuticas e durante períodos curtos pode apresentar sintomas como sono, irritabilidade, diarréia e sudoração.

Precauções.

Insuficiência pulmonar crônica e insuficiência hepática e renal. Deve-se controlar o tratamento com alprazolam em pacientes psicóticos, não sendo indicado como primeira seleção. Deve ser cuidadoso o uso em pacientes com depressão grave ou tendência ao suicídio. Gravidez, não deve ser utilizado no 1 e 3 trimestres. Lactação.

Interações.

Seu efeito é potencializado quando usado com outros depressores do SNC e álcool.

Contra-indicações.

Reconhecida hipersensibilidade às benzodiazepinas, insuficiência pulmonar aguda e miastenia grave.


P.R. Vade-mécum Brasil 2008-09
P.R. Vade-mécum.

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